BRAGA (MORRAZO-tribuna).- Uma viagem pelo piano romântico, iniciada com a “Fantasia em Ré Menor”, de Mozart, é a proposta que, sob a forma de recital, Luís Pipa apresenta no Theatro Circo a 16 de Dezembro (21h30).
Desenvolvido no âmbito do ciclo “CulturaQuatro” do programa de “Regeneração Urbana e Dinâmicas Culturais do Quadrilátero Urbano para a Competitividade, Inovação e Internacionalização”, uma parceria dos concelhos de Braga, Barcelos, Guimarães e Vila Nova de Famalicão, o concerto que o pianista Luís Pipa apresenta no palco principal do Theatro Circo inclui ainda a interpretação das “Peças Líricas”, de Grieg, a primeira “Balada” de Chopin, culminando nos “Quadros de uma Exposição”, de Mussorgsky, uma mas mais notáveis obras para piano de todos os tempos.
Desenvolvido no âmbito do ciclo “CulturaQuatro” do programa de “Regeneração Urbana e Dinâmicas Culturais do Quadrilátero Urbano para a Competitividade, Inovação e Internacionalização”, uma parceria dos concelhos de Braga, Barcelos, Guimarães e Vila Nova de Famalicão, o concerto que o pianista Luís Pipa apresenta no palco principal do Theatro Circo inclui ainda a interpretação das “Peças Líricas”, de Grieg, a primeira “Balada” de Chopin, culminando nos “Quadros de uma Exposição”, de Mussorgsky, uma mas mais notáveis obras para piano de todos os tempos.
Embora seja reconhecido como um expoente máximo do estilo clássico, Mozart atinge nas suas obras em tonalidade menor uma profundidade e um dramatismo que antecipam, de certa forma, o período romântico.
«Na obra que irei interpretar, esse mundo expressivo torna-se particularmente enfático através dos longos silêncios que dividem frases de carácter marcadamente vocal, em andamento lento, com acessos repentinos de virtuosismo instrumental, culminando com uma parte final em tonalidade maior, de uma luminosidade e frescura perfeitamente características da linguagem mozartiana», explica o pianista, diplomado pelos Conservatórios de Música de Braga e do Porto, pela Academia Superior de Música e Artes Dramáticas de Viena (Áustria) e pela Universidade de Reading (Inglaterra).
A par de oito das dez “Peças Líricas” do norueguês Edvard Grieg, autênticos reflexos de estados de alma que variam entre o lirismo tranquilo de “Arietta” e o orgulho patriótico de “Canção Nacional”, e de uma de quatro baladas para piano de Frédéric Chopin, que, segundo Luís Pipa, «constituem um marco em toda a literatura pianística», o recital inclui ainda “Quadros de uma Exposição”, de Modeste Mussorgsky, tributo do compositor russo ao arquitecto e amigo Victor Hatmann consubstanciado na interpretação musical dos seus quadros expostos na Academia de Belas-Artes de São Petersburgo.
Docente no Conservatório de Música de Braga, na Academia de Música de Viana do Castelo e na Universidade do Minho, instituição em que é responsável pelas disciplinas de Piano e Música de Câmara, Luís Pipa – que integrou também, por diversas vezes, júris de concursos pianísticos e foi convidado a orientar cursos de interpretação e “master classes” –, apresenta-se regularmente em recitais a solo, integrando grupos de câmara ou como solista em várias orquestras.
Da sua colaboração com outros músicos destacam-se os nomes dos violinistas Gerardo Ribeiro, Sergey Arutyunian e Gustavo Delgado, os violoncelistas Paulo Gaio Lima, Jaroslav Mikus e Alexander Znachonak, o flautista Olavo Tengner Barros, o clarinetista Allessandro Carbonare, o tenor Rui Taveira, entre outros, a que acresce ainda a participação em projectos com os pintores Álvaro Rocha e DeMiranda e com os actores/encenadores António Durães e António Fonseca.
Produto de uma colaboração entre o Quadrilátero Urbano, o Theatro Circo, o Centro Cultural Vila Flor, a Casa das Artes e a Empresa Municipal de Educação e Cultura de Barcelos, os espectáculos “CulturaQuatro” traduzem os objectivos delineados por aquela primeira entidade no sentido de fomentar a criatividade e a adopção de políticas de atracção e fixação de agentes artísticos e criativos.
O Quadrilátero é – recorde-se – uma parceria entre as câmaras municipais de Braga, Barcelos, Famalicão e Guimarães, que se associaram numa estratégia conjunta de cooperação no âmbito da Política de Cidades POLIS XXI.
Os ingressos, a 7 euros, estão disponíveis nas bilheteiras do Theatro Circo.
Mais informação: Luciana Queirós da Silva (luciana.silva@theatrocirco.com)